Rosácea no rosto: o que é? Confira dicas de cuidados com a pele

Rosácea no rosto: o que é? Confira dicas de cuidados com a pele

Atualizado em Nov 29, 2021 nenhum comentário CIÊNCIA DICAS E TUTORIAIS
Tempo de leitura: 5 minutos

O rosto vermelho é a característica mais marcante da rosácea no rosto, uma doença de pele que afeta a autoestima de muita gente. Apesar de não ter cura, ela pode ser controlada com alguns cuidados no dia a dia. 

Aqui, você vai saber um pouquinho mais sobre a doença de pele rosácea, além de conferir dicas de skincare para manter tudo sob controle e evitar a piora dos sintomas. Acompanhe! 

Afinal, o que é rosácea? 

Entrevistamos a médica dermatologista Haline Meneses, formada pela Universidade Federal do Piauí. Ela nos conta o que é rosácea no rosto: “trata-se de uma doença crônica caracterizada pela inflamação e pela formação de pequenos vasos na pele, com períodos de remissão e exacerbação”.

É mais comum em adultos na faixa dos 30 a 50 anos, mas pode ocorrer em qualquer idade, majoritariamente nas mulheres de pele clara. De acordo com a Academia Americana de Dermatologia, apesar de ser raro, ela também aparece na pele negra. Neste caso, o diagnóstico é mais difícil, devido aos sintomas menos aparentes.  

Então, quais são os sintomas? 

Clinicamente, a rosácea lembra um quadro de acne, mas não está associada à formação de cravos, devido à etiologia distinta. A Dra. Haline explica como a rosácea no rosto se manifesta. 

“Acomete principalmente a região da bochecha, do nariz, do queixo e da testa com rubor, eritema transitório ou persistente, pápulas, pústulas e vasos finos (telangiectasias). Casos mais graves podem causar espessamento da pele nesses locais, chamados de estágio fimatoso, sendo mais frequente em homens”. 

De acordo com Luiz Romancini, médico especialista em dermatologia e cofundador da Creamy, existem quatro estágios clássicos, com manifestações distintas: 

  • “eritêmato-telangiectásica (subtipo 1): pele avermelhada com vasinhos;
  • papulopustuloso (subtipo 2): pele avermelhada, com vasinhos, ocorrência de pápulas e pústulas semelhantes à acne;
  • fimatoso ou rinofima (subtipo 3): ocorrência de hiperplasia (engrossamento) da pele do nariz e inflamação;
  • ocular (subtipo 4): ocorre com sensibilidade extrema, fotofobia e ressecamento.”

A pergunta “como saber se eu tenho a doença rosácea?” é bastante comum. O diagnóstico deve ser feito por um dermatologista, com a análise dos sinais e sintomas, além da solicitação de possíveis exames. Evite o autodiagnóstico e os tratamentos caseiros, porque isso pode agravar a condição.

Como tratar a rosácea? 

Por ser crônica, a doença não tem cura, mas é possível tratar e prevenir os sintomas com cremes, medicamentos e novos hábitos. “O tratamento correto e uma boa rotina de skincare são pontos importantes para diminuir as crises”, diz a Dra. Haline. Confira algumas dicas para o cuidado do rosto com rosácea:

  1. use sabonetes suaves e neutros: a rosácea no rosto deixa a pele mais reativa e sensível aos sabonetes adstringentes;
  2. hidrate sua pele: a hidratação ajuda a deixá-la íntegra e mais resistente às agressões externas, como extremos de temperatura; 
  3. protetor solar é obrigatório: a radiação ultravioleta é um dos principais fatores de piora da rosácea no rosto; 
  4. menos é mais: evite o uso de produtos desnecessários, opte por cosméticos para peles sensíveis. 
rosácea no rosto

A alimentação e o estilo de vida também são importantes para controlar a condição. “Alguns alimentos têm a capacidade de piorar o quadro por desencadear vasodilatação, alteração do pH e aumento da temperatura. Os principais são as comidas apimentadas, café, chocolate e as bebidas alcoólicas”. 

A vermelhidão da pele pode ser temporária, desencadeada somente após atividade física, ingestão de alimentos apimentados, consumo de bebidas alcoólicas, exposição ao sol ou calor. 

A dermatologista Haline dá a dica para lidar com o problema: “A principal forma de diminuir a vermelhidão temporária é evitar os fatores desencadeantes. No estágio telangiectásico, a luz intensa pulsada e a aplicação de toxina botulínica em microdoses são boas formas de tratamento”. 

Quem tem rosácea pode usar ácidos?

Como já mencionamos, a pele com essa condição é muito sensível, mas não significa que não pode usar ácidos. “Para uma boa tolerabilidade, é necessário ter alguns cuidados, como reforçar a hidratação, usar uma camada fininha do ácido e alternar os dias de aplicação”. 

Ah, já falamos que o protetor solar é obrigatório no tratamento para rosácea no rosto, não é? Com o uso de ácidos, então, nem se fala! Ele é parte essencial para um tratamento de sucesso. Os melhores protetores para quem sofre com a patologia são os físicos, com proteção UVB e UVA acima de 30. 

“Diferentemente dos protetores químicos, que absorvem os raios ultravioletas com pequena conversão em calor e possível piora da doença, os protetores físicos apenas os refletem e são mais hipoalergênicos”, explica a Dra. Haline. 

Uma grande variedade de ativos, como alfa-bisabolol, alantoína, niacinamida e ácido hialurônico, podem ser utilizados como agentes calmantes e hidratantes no tratamento, a fim de fortalecer as paredes dos vasos sanguíneos e diminuir o edema. 

“Quem tem rosácea deve evitar o uso de sabonetes faciais com sabão, pois retiram a oleosidade e a camada superficial da pele, aumentando o ressecamento. Além disso, ativos como ácido salicílico, propilenoglicol (álcool em dermocosmético) e conservantes como benzeno devem ser evitados pelo maior risco de irritação”, finaliza.

Creamy para rosácea

Como tratar rosácea no rosto? O hidratante Calming Cream é perfeito para reduzir os incômodos da doença, pois hidrata, acalma e fortalece a pele, promovendo alívio imediato em casos de vermelhidão, ardência e coceira. 

Já a fórmula dos AHAs ajuda na renovação e na sustentação da pele, melhorando a textura e reduzindo a aparência dos vasinhos. O quadro gera uma sensibilidade maior aos ácidos, então o uso sobre a pele hidratada, em noites intercaladas, deve ser a regra para a maioria dos casos. 

Começar por um ácido mais suave, como o Lático ou o Mandélico, é uma boa estratégia. Como sempre dizemos, o nosso Ácido Glicólico contém a maior concentração do mercado, logo pode causar irritações em peles sensíveis. 

Conte com a Creamy!

Após o diagnóstico, saiba que o mais importante é conhecer a sua pele e, então, tornar-se “bff” dela. O autoconhecimento e o autocuidado andam juntinhos nessa jornada. Conte sempre com a Creamy!

Artigo original por Carolinne Moraes

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Carolinne Moraes

Jornalista focada em comunicação digital, curitibana e mãe de gatos.

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