O que é melanina? Conheça essa proteína tão importante para a nossa pele!

O que é melanina? Conheça essa proteína tão importante para a nossa pele!

Atualizado em Aug 4, 2022 nenhum comentário CIÊNCIA
Tempo de leitura: 5 minutos

Provavelmente, você já ouviu a pergunta “o que é melanina?”. Saiba que ela é a substância que dá cor à pele. Essa é uma das funções principais dessa proteína, mas existem muitos outros benefícios que ela traz para nós e para nossa saúde.

Por isso, ao lado do Dr. Luiz Romancini, médico pós-graduado em dermatologia, o blog da Creamy preparou o artigo a seguir. Aqui, você vai aprender desde o que significa melanina até doenças que estão ligadas à proteína. É só continuar a leitura!

A função da melanina

Afinal, o que é melanina? Ela é uma proteína produzida pela camada mais interna da epiderme, que chamamos de camada basal. Os responsáveis por essa produção são os melanócitos, que estão presentes nesta área da pele bem como nas retinas. 

Isso porque a proteína não é responsável apenas pela pigmentação da pele. A coloração dos olhos, pelos e cabelos também é creditada a essa substância amarronzada. Quanto mais melanina produzimos nas células, mais escuras serão essas características.

No entanto, apesar de a proteína estar relacionada à pigmentação da pele, ela não se resume a isso. Como mencionamos anteriormente, os melanócitos não só são o que produz a melanina, mas também o que a distribui para as demais células da pele.

“A substância fica dentro da célula, como uma capa, protegendo o DNA das alterações provocadas pela radiação ultravioleta”, explica Dr. Luiz. “Isso ajuda a evitar o câncer de pele, além de outras alterações estéticas causadas pela fotoexposição, como manchas e flacidez”.

Tipos de melanina

Normalmente, todas as pessoas têm a mesma quantidade de melanócitos. Contudo, existem variações no tipo e na quantidade de proteína que eles produzem no corpo. Existem dois tipos de melanina na pele: a eumelanina e a feomelanina.

Eumelanina

A eumelanina é responsável pela coloração escura na pele, no cabelo e nos olhos. Ela também é dividida em duas categorias, uma preta e outra marrom, e as diferentes proporções entre elas criam as variadas colorações que vemos.

“Pessoas com cabelos castanhos ou pretos têm quantidades variadas de eumelanina marrom e preta,” exemplifica Dr. Luiz. “Quando não há eumelanina preta e uma pequena quantidade de eumelanina marrom, o resultado são cabelos loiros”.

Feomelanina

Este é o tipo de melanina que traz pigmentação aos lábios, aos mamilos e a outras partes rosadas do corpo. Uma curiosidade é que pessoas que têm quantidades iguais de feomelanina e eumelanina apresentam cabelos ruivos.

Distúrbios relacionados à melanina

Agora que você já sabe o que é melanina, é importante entender que, por mais que seja benigna, ela pode ser afetada por algumas doenças. A proteína está ligada a diversos aspectos da saúde do corpo, como a proteção contra raios UV e espécies reativas de oxigênio. Por isso, é preciso atentar-se aos sinais de distúrbios.

Vitiligo

O vitiligo é uma das doenças relacionadas à melanina mais conhecidas. A condição faz a pele perder a cor a partir de manchas despigmentadas que aparecem pelo corpo. Isso acontece por um erro de leitura do sistema imunológico, que ataca os melanócitos do organismo.

Albinismo

O albinismo é um distúrbio genético que acontece quando a pessoa tem pouca ou nenhuma melanina no organismo. Normalmente, ela apresenta uma pele extremamente despigmentada, cabelos brancos e olhos azuis. “Também aumenta o risco de perda de visão e danos causados ​​pela exposição ao sol”, completa Dr. Luiz.

Melasma

O desequilíbrio na produção de melanina faz pessoas com melasma apresentarem manchas marrons ou cinza-azuladas no rosto e/ou nos braços. A condição pode ter diversas causas, incluindo hormônios, exposição ao sol ou pílulas anticoncepcionais.

Outros problemas relacionados

Além dessas condições cutâneas, a melanina é protagonista de alguns outros problemas. “Se sua pele ficar infectada, for queimada ou ter bolhas, seu corpo pode não conseguir substituir a melanina da área danificada”, exemplifica Dr. Luiz. Nesse caso, o local afetado fica permanentemente despigmentado. 

A proteína também está ligada a problemas de audição. “Como é encontrada na estria vascular do ouvido interno, a melanina tem sido associada à perda auditiva”, o especialista continua. “As pessoas com muito pouca melanina têm um risco maior de problemas auditivos”.

No caso da melanina alta, não há muito com o que se preocupar. Pessoas que produzem a proteína excessivamente possuem manchas na pele, chamadas de hiperpigmentações, que são completamente inofensivas (desde que esta seja a origem delas).

Cuidados com a melanina do seu corpo

Mesmo que seja uma peça-chave para a proteção da pele, a melanina não é suficiente para nos proteger dos raios ultravioletas. Em casos de exposição solar intensa, as células podem ser danificadas permanentemente. 

Por isso, nunca deixe de passar o protetor solar e usar roupas apropriadas quando estiver ao ar livre. Não se esqueça de consultar um dermatologista para garantir que você está usando o FPS ideal para o seu fototipo cutâneo.

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Gostou de aprender mais sobre o que é melanina? Então, você vai adorar os demais conteúdos que disponibilizamos aqui em nosso blog! São publicações semanais para você ficar sempre bem-informado sobre os cuidados com a pele. Aproveite!

REFERÊNCIAS

Bartels S, Ito S, Trune DR, et al. Noise-induced hearing loss: the effect of melanin in the stria vascularis. Hear Res. 2001 Apr;154(1-2):116-23.

Maddodi N, Jayanthy A, Setaluri V. Shining light on skin pigmentation: the darker and the brighter side of effects of UV radiation. Photochem Photobiol. 2012 Sep-Oct;88(5):1075-82.

Randhawa M, Seo I, Liebel F, et al. Visible Light Induces Melanogenesis in Human Skin through a Photoadaptive Response. PLoS One. 2015 Jun 29;10(6):e0130949.

Skin Cancer Foundation. Tanning & Your Skin. 

Young AR, Morgan KA, Ho TW, et al. Melanin has a Small Inhibitory Effect on Cutaneous Vitamin D Synthesis: A Comparison of Extreme Phenotypes. J Invest Dermatol. 2020 Jul;140(7):1418-1426.e1.

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