Graus de melasma: conheça os três tipos

Graus de melasma: conheça os três tipos

Atualizado em Apr 26, 2022 nenhum comentário CIÊNCIA
Tempo de leitura: 4 minutos

Você já percebeu algumas manchinhas marrons ou azul-acinzentadas no rosto ou no corpo? Muito parecido com as sardas, o melasma é uma condição totalmente inofensiva que pode aparecer no lábio superior, nas bochechas e na testa, bem como nos antebraços. Além disso, há diferentes graus de melasma.

Conhecido também como cloasma, o melasma pode se apresentar de várias formas na pele. Por isso, desenvolvemos um guia completo sobre os três tipos de melasma, como reconhecê-los e tratá-los, além de diversas dicas sobre o assunto. Confira!

Afinal, o que é melasma?

Melasmas são manchas marrom-claras, marrom-escuras e/ou cinza-azuladas na pele, com o formato semelhante a sardas ou manchas planas. Essa condição pode afetar diferentes partes do corpo.

Segundo o Dr. Luiz Romancini, médico pós-graduado em dermatologia, “entre 1,5% e 33% da população pode ter diferentes graus de melasma, o que acontece com mais frequência durante a vida fértil, sendo menos comum ou menos proeminente na puberdade ou pós-menopausa”.

Além disso, “o melasma é uma doença de pele muito comum, principalmente entre as mulheres grávidas, 15% a 50% destas mulheres têm algum dos graus de melasma”, completou Dr. Luiz.

Qual é a causa do aparecimento de melasma?

Os diferentes graus de melasma se devem à superprodução das células que trazem a cor à pele, os melanócitos. É uma doença muito comum e inofensiva, alguns tratamentos podem ajudar, mas não existe cura. 

Quando é causado pela gravidez, o melasma pode desaparecer completamente após alguns meses. Nas demais pessoas, a condição pode ter períodos de piora e melhora no decorrer do tempo.

Há fatores que influenciam o aparecimento de melasma?

O aparecimento de melasma varia de uma pessoa para outra. De acordo com o Dr. Luiz, “quem possui a pele mais clara é menos propenso a ser afetado pelo melasma que pessoas que têm pele morena mais escura ou se bronzeiam bem”.

Além disso, “as mulheres são mais propensas a ter melasma que os homens: cerca de 10% das pessoas com melasma são homens, já 90% são mulheres”, completou Dr. Luiz. 

Um fator de piora do melasma, além da exposição solar, é o uso de anticoncepcionais orais ou reposição hormonal. Mulheres grávidas também têm melasma com mais frequência que qualquer outra pessoa.

Quais são os graus de melasma?

Existem três tipos ou graus de melasma que variam conforme a profundidade do pigmento. Contudo, somente uma lâmpada de Wood, que emite luz negra, pode determinar a profundidade do pigmento. Confira os três tipos de manchas na pele a seguir:

Epidérmico

O melasma grau 1 (epidérmico) tem uma cor marrom-escura e uma borda bem definida. Além disso, ele parece óbvio sob luz negra e, às vezes, responde bem ao tratamento, já que o pigmento predomina na superfície da pele e é mais fácil de remover ou atenuar.

Dérmico

O melasma grau 2 (dérmico) tem uma cor marrom-clara ou azulada e uma borda embaçada. Diferentemente do epidérmico, ele não aparece de forma diferente sob luz negra e não responde bem ao tratamento, pois as células hiperpigmentadas estão na profundidade da pele, na derme, abaixo do campo de atuação de qualquer cosmético. 

close-up em pele com diferentes graus de melasma.

Melasma misto

O melasma grau 3 (misto), o mais comum dos três, apresenta manchas azuladas e marrons, além de contar com padrão misto sob luz negra e alguma resposta ao tratamento. 

Como evitar o aparecimento de melasma?

As pequenas manchinhas podem, muitas vezes, gerar incômodos. Por isso, separamos algumas dicas sobre como prevenir o aparecimento de novas manchas na pele. Além de não se expor à luz solar de maneira excessiva, deve-se evitar.

  • tratamentos hormonais, especificamente aqueles que envolvem estrogênio;
  • pílulas anticoncepcionais com progesterona e estrogênio;
  • luz LED de televisão, laptop, celular e tablet sem proteção adequada (filtro solar);
  • maquiagem e qualquer cosmético que irrite a pele;
  • sabonetes agressivos e esfoliantes físicos;
  • depilação, que pode agravar o melasma.

Como tratar o melasma?

A primeira coisa a fazer para tratar o melasma é garantir que ele não piore. Segundo o Dr. Luiz, “faça isso protegendo-o do sol com filtro solar de alta proteção, reaplicado a cada duas ou três horas, mesmo em ambientes fechados e em dias chuvosos”. 

O segundo caminho a tomar são os medicamentos e cosméticos tópicos. Converse com um dermatologista sobre quais medicamentos usar no seu caso. No mundo cosmético, existem diversos produtos que podem ajudar a clarear o melasma quando são usados continuamente, por exemplo:

  • vitamina C pura e derivados mais estáveis, como a ethyl-vitamina-C e a vitamina C glicosilada (AA2G);
  • retinol;
  • niacinamida;
  • alpha-arbutin;
  • ácido kójico;
  • ácido tranexâmico;
  • AHAs, como ácido glicólico, lático e mandélico.

Normalmente, o melasma demora meses para responder ao tratamento e a recidiva sempre acontece em algum grau ao longo do tempo. Portanto, siga sempre o tratamento, evite a exposição solar e não se frustre em caso de piora do melasma, mesmo tomando todos os cuidados, explicou o Dr. Luiz.

Além disso, “é importante evitar o uso de qualquer medicamento tópico ou cosmético que cause irritação excessiva no seu rosto. É normal que, no início do uso de ácidos, o rosto fique vermelho, mas essa condição deve ser transitória. Sempre opte pelos produtos que não irritem a sua pele e permitam a você usar continuamente”, completou o Dr. Luiz.

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graus de melasma.
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