Câncer de pele: tudo o que você precisa saber

Câncer de pele: tudo o que você precisa saber

Atualizado em Jan 6, 2022 nenhum comentário CIÊNCIA
Tempo de leitura: 4 minutos

Você sabia que o câncer de pele é o tumor mais incidente no Brasil? De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a cada ano são registrados cerca de 185 mil novos casos da doença no país. Este tipo de câncer representa, sozinho, aproximadamente 30% dos tumores malignos em brasileiros. 

Pensando nisso, aproveitamos a estação mais quente e ensolarada do ano para bater um papo com a Dra. Caroline Motta Aguiar, médica membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), sobre a importância da fotoproteção e os riscos do câncer de pele no rosto e em outras regiões do corpo.

Não melanoma e melanoma de pele: entenda

Basicamente, o câncer de pele pode ser dividido em dois grupos: não melanoma e melanoma. O primeiro é o mais frequente no Brasil e apresenta diferentes tipos, sendo o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular os mais registrados.

A dermatologista explica que o câncer de pele não melanoma é causado por células específicas: “o carcinoma basocelular, que é o mais comum e menos agressivo, surge das células basais. Já o carcinoma espinocelular ou carcinoma de células escamosas da pele, surge das células escamosas situadas nas camadas cutâneas mais superficiais”.

Ocorre nas áreas mais expostas, como rosto, pescoço e orelhas. Embora seja o tumor de pele mais comum, é o de menor mortalidade, com altos percentuais de cura, caso seja detectado e tratado o mais rápido possível. 

Em relação ao câncer de pele melanoma, a Dra. Caroline conta que “se origina das células que produzem melanina (melanócitos) e pode aparecer em qualquer parte do corpo, na forma de pintas, manchas ou sinais, que costumam aumentar de tamanho ou sangrar”. 

É o câncer de pele mais grave, devido à alta possibilidade de metástase (disseminação da doença para outros órgãos) e taxa de mortalidade. Felizmente, representa cerca de apenas 4% dos tumores de pele no país. 

Quando um sinal pode representar a doença

Afinal, quando uma pinta, mancha ou sinal pode indicar um câncer de pele? Existe uma regra do ABCDE para identificação da doença, que considera: assimetria, borda, cor, diâmetro e evolução. 

A especialista complementa: “É importante observar se o sinal/pinta tem uma assimetria, bordas irregulares, diferentes cores no mesmo sinal, mais de 6 milímetros de tamanho ou se nos últimos tempos apresentou uma nova característica, como por exemplo sangramento ou descamação”. Além disso, lesões e feridas que não cicatrizam nunca também são um sinal de alerta. 

Uma das principais dúvidas relacionadas ao assunto é se o câncer de pele coça. Normalmente, os sinais só incomodam quando já estão em níveis avançados. Neste caso, as lesões podem coçar, sangrar ou apresentar uma dor incômoda. 

Se perceber alguma destas alterações, recomenda-se consultar um(a) dermatologista para que a causa seja identificada, bem como o tratamento ideal, que depende muito do tipo e extensão da doença.  

câncer de pele

“O diagnóstico do câncer de pele deve ser feito por um médico dermatologista habilitado, que vai avaliar todos os seus sinais e pintas, através de critérios técnicos específicos. Utilizamos um instrumento chamado de dermatoscópio, que é uma lupa que aumenta as lesões, permitindo a observação de características mais específicas”, compartilha a Dra. Caroline. 

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Prevenir é um ato de amor com você e sua pele 

Não é novidade que a exposição ao sol sem filtro solar é o principal fator de risco quando falamos do câncer de pele. “Isso acontece porque a radiação ultravioleta do sol tem um efeito cumulativo na pele, e ao penetrá-la gera um dano no DNA das células, provocando o câncer de pele”. Dessa forma, usar protetor solar diariamente é a melhor maneira de prevenir a doença. 

No geral, tanto o câncer não melanoma quanto o melanoma de pele afetam pessoas acima de 45-50 anos, que se expuseram durante a vida toda ao sol ou câmeras de bronzeamento, principalmente em pacientes de pele e olhos claros.

É importante lembrar que também existem outros fatores de risco como tendência familiar, história genética, uso de medicamentos ou agentes químicos e exposição à radiação como radioterapia. 

Cuidados diários e indispensáveis

As recomendações básicas de prevenção ao câncer de pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia incluem medidas fotoprotetoras. Confira as dicas da médica dermatologista Caroline Aguiar para aproveitar o verão em segurança e manter-se longe do câncer de pele!

1.  Utilize protetor solar diariamente, com fator de proteção mínimo de 30, reaplicando a cada duas ou três horas;

2. Evite a exposição solar em excesso. Procure locais de sombra quando tiver que ir para praia ou piscina;

3. Se for se expor ao sol, evite os horários de maior incidência solar, que ocorre das 10h às 16h;

4. Fique sempre atenta(o) às mudanças de sinais e pintas;

5. Quanto estiver aproveitando os dias ensolarados, utilize chapéu de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram parte do corpo;

6. Antes de aplicar o filtro solar, invista em um antioxidante facial com ativos como vitamina C, vitamina E e/ou ácido ferúlico. Estes ingredientes, usados em conjunto com o protetor, são capazes de reduzir os danos causados pela radiação ultravioleta e, consequentemente, a formação do câncer de pele no rosto. 

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Carolinne Moraes

Jornalista focada em comunicação digital, curitibana e mãe de gatos.

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