Category CIÊNCIA

5 tipos de acne: principais sintomas e como tratar

Bastante comum, a acne (ou acne vulgar) é uma doença de pele não contagiosa causada por um processo inflamatório que ocorre quando os poros ficam obstruídos por sebo ou células mortas. É assim que surgem as terríveis espinhas e os cravos. Quer saber mais sobre os principais tipos de acne e como se livrar deste problema? Vem com a gente!

Continue lendo

Vitamina C na rotina de skincare: saiba tudo!

Ter uma pele saudável e radiante é o seu sonho? A vitamina C é um antioxidante para ninguém colocar defeitos, capaz de combater radicais livres e deixar a pele mais lisa, uniforme, jovem e brilhante.

Atendendo a pedidos – que não foram poucos – a Creamy lançou um produto único que combina dois tipos de vitamina C, para garantir aquele efeito prolongado que a gente ama. Neste artigo, você vai saber tudo sobre este sérum fantástico, e entender a importância da vitamina C na rotina de skincare. Acompanhe!

Mais vitamina C, por favor!

Apesar de ser vital para o funcionamento das células e formação do colágeno, a vitamina C não é um nutriente produzido pelo nosso organismo. Por isso, é essencial que ela seja consumida durante a alimentação ou via suplementos orais. Frutas como acerola, goiaba, laranja, morango, kiwi e limão são ótimas fontes naturais desta poderosa substância.

Estudos revelam que a pele é o órgão que mais sofre com a falta de vitamina C, como defesa do próprio organismo, no intuito de poupar órgãos vitais para o seu funcionamento.

Embora você, muito provavelmente, consuma alimentos ricos em vitamina C no seu dia a dia, não há como garantir que ela vá direto para a sua pele. Dessa forma, usá-la na rotina de skincare é a melhor maneira de aproveitar todos os seus inúmeros benefícios.

Como a vitamina C pode ajudar a sua pele

A vitamina C quando aplicada topicamente pode fazer maravilhas para a pele e trazer uma lista extensa de benefícios. Além de deixar o rostinho mais luminoso, ela é capaz de acelerar a produção de colágeno e elastina, substâncias que ajudam a manter a firmeza e elasticidade da pele, prevenindo o seu envelhecimento precoce.

Sérum vitamina C 10%. Foto: acervo Creamy

Graças às suas propriedades antioxidantes, a vitamina C ainda auxilia no processo de regeneração natural da pele, ajudando o corpo a reparar as células danificadas por fatores diários como o sol e a poluição do ar. O seu poder de combate aos radicais livres não é importante apenas para ajudar a manter os sinais de envelhecimento sob controle, mas para proteger a pele de maneira geral.

A ação clareadora da vitamina C também merece destaque. A substância tem efetividade comprovada no tratamento do melasma e outros casos de hiperpigmentação, já que diminui a produção da enzima tirosinase. O resultado é uma pele com tom uniforme, glow natural e sem novas manchas. 

Mas, não para por aí, não! A vitamina C, como não poderia deixar de ser, hidrata a pele e, de acordo com um estudo publicado na Índia, consegue impedir a perda de água, sendo ideal para manter o viço e dar aquela revitalizada.

Sérum facial de respeito

Existem diversas opções e texturas da vitamina C, mas é importante escolher o tipo ideal para a sua pele. O sérum facial é um produto curinga que serve para todos os tipos de pele, seja ela oleosa, normal ou seca. Só a Creamy reuniu em sua fórmula dois tipos de vitamina C combinados para turbinar todos os benefícios que já te contamos aqui.

1 pump é equivalente a 4 gotas. Foto: acervo Creamy

Ela conta com a vitamina C glicosilada e a tradicional versão do ácido ethyl ascórbico, que é a forma mais potente da substância, como mostra este estudo, garantindo uma ação prolongada e um resultado ainda mais incrível para a sua pele.

O produto conta ainda com ácido ferúlico e vitamina E em sua composição, antioxidantes para potencializar e estabilizar a vitamina C. Essa é uma combinação dos sonhos, pois estes ativos juntos podem duplicar a proteção contra os radicais livres.

Como pensamos em tudo, a vitamina C da Creamy tem a concentração ideal do ativo para todos os tipos de pele, que é de 10%. A ciência mostra que nem sempre o percentual maior é o melhor. Um estudo já comprovou que concentrações altas, com 20%, por exemplo, podem trazer efeitos negativos na pele, como a acne e a descamação.

Como incluir a vitamina C na sua rotina de skincare?

Não importa a estação do ano, a vitamina C será a sua parceira da rotina de skincare, combinado? A substância funciona, e muito bem, tanto para rotina matinal quanto noturna, basta deixar a pele limpinha e seca antes de fazer a aplicação. Quatro gotinhas no rosto do sérum anti-idade da Creamy já garantem todo o cuidado necessário.

Por conta do seu efeito antioxidante, vale lembrar que a vitamina C deve ser usada em conjunto com o filtro solar, e nunca sozinha, pois funciona como um complemento ao protetor. Você pode usá-la sempre antes do filtro solar, que é sucesso garantido.

Gostou do conteúdo? Acesse a loja online da Creamy e conheça os produtos que vão revolucionar os cuidados com a pele!

REFERÊNCIAS

Vitamin C in Dermatology

In vitro antioxidant activity and in vivo efficacy of topical formulations containing vitamin C and its derivatives studied by non-invasive methods

Topical L-ascorbic acid: percutaneous absorption studies

UV photoprotection by combination topical antioxidants vitamin C and vitamin E

Ácido lático: pra que serve, hein?

Oh my Creamy!

A essa altura você já deve ter conferido os nossos lançamentos – entre eles, o nosso mais novo alfa-hidroxiácido queridinho, apelidado carinhosamente de “amarelinho” ou apenas “Creamy Lático”, fique à vontade para escolher.

Viemos falar um pouquinho mais do principal ativo dessa maravilhosidade: o ácido lático.

O que é?

Existe ácido lático naturalmente no corpo humano. Ele está na pele, nos cabelos, nos músculos… Diariamente, produzimos cerca de 120g, mas é possível, sim, produzi-lo de forma sintética, em laboratório. E foi o que fizemos.

O ácido lático faz parte do nosso fator natural de hidratação, que retém a umidade na pele. Isso significa que ele é um hidratante potente, mas não só isso: quando você faz uso tópico desse ativo, ele atua como antimicrobiano, regulador de pH, rejuvenescedor e clareador.

Vejamos item a item.

Antimicrobiano

O ácido lático é muito usado para prolongar a validade dos produtos. Sua ação antimicrobiana não se deve apenas ao baixo pH, mas também resulta de uma influência dos íons lactato no ciclo energético dos microrganismos, diminuindo seu crescimento.

Essa propriedade, além de auxiliar na estabilidade da formulação, é extremamente importante no tratamento de condições associadas à presença de microrganismos, como pode ser o caso da sua acne.

Regulador de pH

O pH da pele se situa numa faixa entre 4 a 6. Esse pH ligeiramente ácido é devido à presença do ácido lático produzido pela pele, e tem a função de protegê-la contra a infecção de fungos e bactérias.

Como é o nosso acidulante natural, ele também é a escolha ideal para o ajuste de pH das formulações de skincare. 

O lático torna possível combinar a ação hidratante e regeneradora de um AHA com a regulação do pH da pele, sem a necessidade de incluir diversos produtos em uma mesma formulação. E você sabe que, pra gente, menos é mais, né?

Hidratante 

Os primeiros testes comprovando essa ação hidratante foram realizados há mais de 20 anos.

Sua ação hidratante e umectante está diretamente relacionada à capacidade de retenção de água do lactato de sódio. 

Esfoliante gentil

É, afinal de contas, um AHA – logo, faz a esfoliação química da pele.

Mas como é produzido naturalmente pelo corpo, é considerado menos agressivo que outros ácidos (como o ácido glicólico, por exemplo), sem perder as propriedades regeneradoras e rejuvenescedoras características dos alfa-hidroxiácidos.

Clareador 

A propriedade clareadora está baseada na capacidade que o ácido lático e os lactatos (em quantidades acima de 5%) possuem de suprimir a formação da tirosinase. 

E, sim, é o caso da nossa fórmula, que conta com 5% de ácido lático e 5% de niacinamida, ativo sobre o qual já falamos aqui no blog

Ufa! E tá baratinho, viu? Pode comemorar.

REFERÊNCIAS

PHARMASPECIAL. Ácido Lático 8%.

MAPRIC. Ácido Lático L(+).

UVA e UVB: qual é a diferença?

Filtro solar – de manhã até o pôr do sol – é indispensável.

A gente já falou aqui no blog sobre o quanto a radiação solar agride a pele e deu dicas para escolher o protetor ideal. E hoje eu vou explicar as duas principais formas de radiação que existem: a radiação UVA e a radiação UVB. Vamos lá?

UVB

A radiação UVB é a responsável por aquela queimadura imediata que deixa a sua pele vermelha e ardida depois de algumas horas de praia.

Ela é mais forte das 10h às 16h e induz mutações genéticas que podem levar ao desenvolvimento do câncer de pele.

A proteção contra os raios UVB é o FPS, ou seja, fator de proteção solar do filtro solar. Um FPS 30, por exemplo, significa que você levaria 30 minutos para receber a radiação que receberia se estivesse sem protetor por 1 minuto.

UVA

Já a radiação UVA está em todos os lugares, do nascer ao pôr do sol, seja de maneira direta ou refletida, mesmo nos dias chuvosos. Ela é responsável por 95% dos raios solares que não apenas atingem nossa pele diretamente, mas também aqueles que entram pela janela.

A radiação UVA ativa enzimas que degradam o colágeno da pele – daí aparecem as rugas. Essa radiação é responsável pelo temido fotoenvelhecimento, podendo deixar a pele com uma aparência mais “grossa”, que é uma maneira da pele se defender da agressão UV.

Como se proteger?

No Brasil, os filtros solares são obrigados a oferecer proteção UVA e UVB. O fator de proteção UVB é o fator informado no rótulo. Já o fator de proteção UVA, quando não é informado pelo fabricante, precisa por lei oferecer em proteção UVA no mínimo 1/3 da proteção UVB.

Por exemplo: um filtro FPS 30 tem um fator de proteção UVA de 10 (no mínimo). O fator de proteção UVA também é chamado de PPD.

Essa é uma das principais diferenças entre filtros solares e produtos COM filtro solar. Produtos com filtro solar, a exemplo dos hidratantes, normalmente só oferecem proteção UVB, o que tira a sensação de calor e queimadura da pele, fazendo com que a pessoa tenha a falsa sensação de estar protegida, pois ao final do dia, não estará com a pele avermelhada ou com sinais de exposição solar. Mas a ausência de proteção UVA também é perigosa e trará danos cumulativos à pele.

Produtos bronzeadores com FPS 2 ou 4 têm esse fator de proteção mínimo que tira a sensação de ardência e queimação da radiação UVB, sem oferecer proteção UVA, afinal, ela é a responsável pelo bronzeamento tardio (e também por todos os problemas que vêm junto com ele).

Quando os primeiros filtros solares foram lançados, eles praticamente não tinham proteção UVA, o que fazia com que as pessoas estivessem protegidas contra insolações e queimaduras solares, e acabassem ficando ainda mais tempo expostas ao sol. A longo prazo, essas pessoas, que tinham a falsa sensação de proteção oferecida por um filtro solar apenas UVB, tiveram uma incidência maior de câncer de pele.

Isso pode levar a uma falsa interpretação de que o uso do filtro solar aumentou a incidência de câncer de pele ao longo do tempo. O que na realidade ocorreu, historicamente, foi que as pessoas, protegidas apenas contra 5% da radiação UV, começaram a se expor mais ao sol pensando estarem protegidas, enquanto 95% da radiação UV, na forma de UVA, continuava danificando o DNA de suas células e degradando o colágeno da sua pele.

Infelizmente o dano da radiação UVA não aparece antes de 10 ou 20 anos de exposição contínua (ao contrário da radiação UVB, que provoca queimaduras quase que imediatas).

E as luzes artificiais?

Muito se fala delas, mas há poucos trabalhos publicados relacionados à transmissão de raios UV pelas fontes de luz artificiais.

A quantidade de UVA e UVB emitidas por lâmpadas de uso comum é muito pequena e totalmente bloqueada pela película protetora presente nos invólucros de vidro das lâmpadas.

Apesar de não emitirem raios UV, as lâmpadas são fontes emissoras de luz visível e apresentam variações dentro do espectro eletromagnético que pode afetar indivíduos com outras doenças da pele, como o melasma, por exemplo, a depender muito da intensidade e frequência da exposição.

De qualquer forma, é importante ressaltar que não há qualquer relação entre a exposição às lâmpadas artificiais comuns em residências e escritórios e o câncer de pele.

Por fim, a luz visível

Ela é a porção da radiação eletromagnética visível ao olho humano e representa cerca de 40% de toda a radiação solar que alcança a superfície da Terra. Seus efeitos sobre a pele têm sido bastante estudados.

Os investigadores já concluíram que a resposta de pigmentação persistente proporcionada pela luz visível é significativamente menos intensa que a induzida pelos raios UV. Mas eles também já evidenciaram que a pigmentação PODE ser induzida pela luz visível.

A Luz visível também parece contribuir para a produção dos radicais livres. E apesar de fontes artificiais emitirem luz visível, não há estudos que demonstrem que a dose recebida seja suficiente para levar aos efeitos listados.

REFERÊNCIAS

1. Sayre RM, Dowdy JC, Poh-Fitzpatrick M. Dermatological risk of indoor ultraviolet exposure from contemporary lighting sources. Photochem Photobiol. 2004;80:47-51.

2. Klein RS, Werth VP, Dowdy JC, Sayre RM. Analysus of compact fluorescent lights for use by patients with phtosensitive conditions. Photochem Photobiol. 2009;85:1004-10.

3. Sklar LR, Almutawa F, Lim HW, Hamzavi I. Lim and Iltefat Hamzavi. Effects of ultraviolet radiation, visible light, and infrared radiation on erythema and pigmentation: a review. Photochem Photobiol Sci. 2013;12:54-64.

4. Mahmoud BH, R-UVolo E, Hexsel CL, Liu Y, Owen MR, Kollias N, et al. Impact of long-wavelength UVA and visible light on melanocompetent skin. J Invest Dermatol. 2010;130:2092-7.

5. Ramasubramaniam R, Roy A, Sharma B, Nagalakshmi S. Are there mechanistic differences between ultraviolet and visible radiation induced skin pigmentation? Photochem Photobiol Sci. 2011;10:1887-93.

Precisamos falar sobre “clean beauty”

Clean beauty” é uma indústria milionária que deu um boom desde 2018, com o surgimento de inúmeras marcas alegando esse novo conceito. Segundo elas, ele seria, de alguma forma, sinônimo de skincare natural. Muitas vezes os produtos também são chamados de não-tóxicos. Mas a verdade é que todos esses termos são incrivelmente vagos.

Como médico e especialista em dermatologia, fico confuso tentando entender do que os consumidores e marcas estão falando – e vou desenvolver o meu ponto de vista profissional para você.

Como tudo isso começou?

Vamos voltar alguns anos no tempo. Algumas marcas surgiram com o termo “clean beauty“, demonizando ingredientes aleatórios e alegando superioridade porque não usavam tais ingredientes.

É importante dizer que essa “lista de ingredientes proibidos” foi feita por um grupo de pessoas que não são cientistas, não são pesquisadoras, não são médicas. São pessoas que às vezes interpretam erroneamente a literatura médica e usam disso para promover produtos por puro interesse financeiro.

O que acontece é que o mundo está gastando bilhões de dólares por ano em produtos que sequer têm um conceito definido do que são.

A Food and Drug Administration (FDA), por exemplo, não tem definição do que são cosméticos “clean beauty” nem de não-tóxicos.

Então, do que as marcas estão falando?

Nada!

Em resumo, podemos dizer que “clean beauty” é apenas uma estratégia de marketing para vender produtos que alegam ser superiores, mas não têm respaldo algum da ciência.

Não estou aqui para dizer para você abandonar seus produtos “clean”, nem para dizer que são ruins. Apenas digo que não diferem em nada dos outros produtos.

O que a ciência mostra?

Os ingredientes que o movimento escolheu demonizar e remover de seus produtos são ativos usados há décadas na dermatologia. Nós, os profissionais da área, os conhecemos profundamente e eles funcionam muito bem.

O propilenoglicol foi atacado por ser uma substância “anticongelante”, mas na verdade é um ingrediente encontrado em centenas de medicações. Ele ajuda os ingredientes a penetrarem na pele, auxiliando a ação da medicação – além de ser umectante.

Outro ingrediente demonizado é o tão benigno petrolato, que é acusado de ser tóxico e carcinogênico. E isso não é verdade. É um dos ingredientes preferidos dos dermatologistas. É um ingrediente fantástico, um poderoso hidratante que ajuda muito na pele sensível e ressecada, além de ser não-alergênico. Não é nem HIPO-alergênico: dentre todas as coisas que você poderia aplicar na sua pele, petrolato é provavelmente a substância mais segura porque não penetra. Ele é tão seguro que pode ser aplicado em pele lesionada ou queimada, o que ajuda muito na cicatrização e prevenção de infecções. O ataque ao óleo mineral ou petrolato é completamente infundado e não tem nenhum respaldo científico. A única literatura que fala mal do petrolato é produzida pela própria indústria “clean” com interesse em promover seus produtos livres de pretrolato.

Outra ideia que a indústria cosmética do “clean beauty” coloca na cabeça dos consumidores é que os conservantes são substâncias a serem temidas, que são disruptores endócrinos. E, novamente: nenhum, nenhum dado científico sobre isso. Nós usamos esses ingredientes por décadas e décadas e não há nenhuma correlação entre esses conservantes e nenhuma doença humana.

Parabenos são demonizados enquanto na verdade são os conservantes mais seguros nos produtos de skincare. Em 2019 a Associação Americana de Dermatologia classificou os parabéns como os conservantes mais seguros e os menos prováveis de causarem problemas como irritação e sensibilidade. E parabenos, no momento, têm uma péssima fama por razão alguma.

Outros conservantes atacados são os liberadores de formaldeído, que tanto na Europa quanto nos EUA já foram estudados e classificados como substâncias absolutamente seguras. Infelizmente essa mania de evitar conservantes (que, a propósito, são MUITO importantes nos produtos de skincare) já levou a sérios problemas envolvendo produtos contaminados por fungos e bactérias nos Estados Unidos. Isso é um assunto sério. Nós PRECISAMOS de conservantes nos nossos produtos para que eles se mantenham seguros. Mas, por algum motivo, a indústria “clean” decidiu que conservantes são ruins (e casos de infecções de pele e oculares já foram relatadas por uso de produtos sem conservantes e contaminados).

Um dos problemas criados por essa onda “paraben-free” foi que a indústria substituiu os parabenos por um conservante chamado isocianato de metila, que é muito sensibilizante e mais provável de causar dermatite de contato alérgica nas pessoas. Como resultado, hoje nós temos um aumento da incidência de pessoas desenvolvendo dermatite de contato devido ao isocianato de metila.

Muitas vezes as empresas constroem campanhas de marketing, até citando artigos científicos interpretados de forma errada. Muitas vezes essas pessoas apenas não têm a formação necessária para interpretar um artigo científico e seus resultados, sua reprodutibilidade na população. São empresas e grupos interessados em promover seus produtos como se fossem superiores. 

O polietilenoglicol é muito utilizado nos cosméticos, o que facilita o seu enxágue principalmente em produtos de higiene corporal ou facial. O site ewg.org, por exemplo, o classifica como “substância de risco moderado” ao mesmo tempo que admite que “não existem dados o suficiente para se afirmar isso”.

Você pode desenvolver alergia a qualquer coisa, inclusive aos ingredientes que alegam ser “clean”. Na verdade, você tem mais chances de ter a pele sensibilizada, muitas vezes porque esses produtos levam óleos essenciais em sua composição e extratos botânicos que podem ser a origem da sua dermatite de contato irritante ou alérgica, ou mesmo fotodermatose, que é um rash que se desenvolve quando você se expõe ao sol após aplicar determinados extratos botânicos na pele.

Concluindo, é muito mais provável você ter uma reação alérgica usando produtos “clean”, que levam óleos essenciais e extratos botânicos, do que produtos com parabenos (que são muito mais seguros).

REFERÊNCIAS

The NPD Group. U.S. Prestige Beauty Industry Sales Grow 6 Percent in 2018, Reports NPD. Makeup In-Depth Consumer Report 2018.

Fransway AF, Fransway PJ, Belsito DV, et al. Parabens. Dermatitis. 2019;30(1):3-31 Deza G, Giménez-Arnau AM. Allergic contact dermatitis in preservatives: current standing and future options. Curr Opin Allergy Clin Immunol. 2017;17(4):263-268.

Califf RM, Shinkai K. Filling in the evidence about sunscreen. JAMA. 2019;321(21):2077-2079. Kiken DA, Cohen DE.

Contact dermatitis to botanical extracts. Am J Contact Dermat. 2002;13(3):148-152. Corazza M, Borghi A, Lauriola MM,

Virgili A. Use of topical herbal remedies and cosmetics: a questionnaire-based investigation in dermatology out-patients. J

Natural Does Not Mean Safe—The Dirt on Clean Beauty Products. JAMA Dermatol. 2019;155(12):1344-1345.

AHA x BHA x PHA: quais são as diferenças?

Em resumo, AHAs, BHAs e PHAs são diferentes tipos de ácidos – e estão bastante populares na rotina de skincare de muita gente. Quer ir mais a fundo nas diferenças entre um e outro antes de escolher o seu? Preparamos um intensivão!

AHAs (alfahidroxiácidos)

  • São ácidos solúveis em água
  • Exemplos clássicos: glicólico, lático, mandélico, cítrico
  • Atuam na superfície da pele, melhorando a textura
  • Deixam a camada superficial mais fina e homogênea, diminuindo a aparência de poros e microrrelevo da pele
  • Têm capacidade hidratante (dependendo do pH)
  • Homogenizam o tom da pele melhorando diferenças de coloração (manchas)
  • Têm atividade anti-acne e são bem tolerados por todos os tipos de pele, inclusive peles secas e maduras

BHAs (beta-hidroxiácidos)

  • São ácidos solúveis em gordura
  • Exemplo clássico: salicílico
  • Penetram no poro e regulam a secreção sebácea
  • Ideais para peles oleosas e sensíveis
  • Dependendo da concentração, podem ser calmantes

PHAs (polihidroxiácidos)

  • Têm mecanismo similar ao dos AHAs, porém são moléculas bem maiores
  • Exemplos clássicos: gluconolactona e ácido lactobiônico
  • Têm propriedades antioxidantes
  • Penetram menos e mais lentamente na pele, tendo um efeito mais gentil e suave
  • Têm alta capacidade de hidratação e reparação da barreira da pele
  • Tolerados por peles sensíveis, secas, com rosácea e dermatite (consulte seu médico!)

Dicas gerais!

  • Seja qual for a escolha, comece devagar, com quantias pequenas em noites alternadas e observe a reação da sua pele.
  • Espace as aplicações até a pele se habituar.
  • Não insista em casos de irritação – nem todo mundo precisa usar ácidos todos os dias para ter um bom efeito.
  • Autoconhecimento é tudo!
  • Peles muito sensíveis: começar uma vez por semana pode ser uma alternativa segura.
  • Faça um teste na sua pele do pescoço ou do antebraço para prever uma possível hipersensibilidade ou alergia.
  • Não misture esfoliantes químicos e físicos na mesma rotina.
  • Nunca. Jamais. Em hipótese alguma esqueça o protetor solar.
  • A pele com efeito do ácido perde uma parte da barreira mecânica contra a radiação. Ou seja: você fica mais sensível a queimaduras solares. Tome cuidado!